
Psiquê
Psiquê
Alma
Doente
Salva
Carente
Tintas da ilusão
Trancadas no coração
Fechado como numa senzala
Como um beija-flor de asa quebrada
O vazio ocupa a alma
Quando a tristeza vem à tona
Quando as lágrimas fogem dos olhos
Como um prisioneiro
Quer liberdade
Tem saudade
Tem sua opinião sobre a tranquilidade
Como uma casa de amenidade
A causa é a causa disto
Desse inferno
Desse ruído
Ô inferno ridículo
Inferno aprendido
Inferno vivido
Inferno dito
Inferno sentido
Pó do querido amado
Morto calado
Sem sentido apanhado
Pelos braços da morte encontrado
Pelos braços da morte levado
Quando esse inferno não poderia ser pior
Ele piora
Não tem dó
Essa é uma rima que o poeta não quer
Pois não sabe sequer
Se a ilusão é verdade
E se a saudade
Existe triste
Como se a vida toda
Dissesse “tchau”
E fosse embora.
*Mirna Mendonça e Silva - Com este “Psiquê”, conquistou o 2º Lugar na
Categoria Poesia, no Concurso Literário 3º Troféu Formiga de Letras
do CLMM - 2014.