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O unicórnio
Um garotou bateu à porta
E um homem atendeu
“Não é boa hora”
Mas o menino não respondeu
Seus olhos, nervosos
Negros como apagado porão
Voltavam-se indecorosos
Atrás do homem ao chão
Um unicórnio morto
Brutal, violentamente,
De seu corpo, um porto
Barcos de papel em seu sangue, em sua morta mente
“O que aconteceu?”
O menino perguntou
E da resposta nunca se esqueceu
“Cresci.”

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