top of page

Morte


Trêmula, me vejo em um precipício
Mãos dilatadas me esperam
Pulo com vontade
De descobrir o fundo
Nada é pior que a vida
Nada é pior que a morte
Nada é pior que o nada
Que me mata do nada
E me deixa nua, indefesa
O vento assoviando em meus ouvidos
Caio a toda velocidade
Sem Ícaro para me salvar
Com asas decrépitas
Caio com felicidade
E chego ao fundo com estalo
Lá, ela me espera
Salvadora vestida de preto
Seus olhos serenos me estudam
E o medo me invade
Coragem...
Coragem!
Ela estende a mão
Eu estendo a mão
E voamos em direção ao Sol
Em direção à paz
À liberdade
Fugimos da futilidade
Como boas amigas, sem nos despedirmos...

Morte.png
bottom of page